Trajetória

Nossa atuação é fruto da ação coletiva de companheiros e companheiras. Juntos acumulamos experiência que nos permitem melhorar continuamente, sempre orientados pela perspectiva de colocar o mandato como instrumento de luta a serviço dos interesses populares e pelas transformações sociais em nosso país".
Nelson Pelegrino

Nelson Vicente Portela Pellegrino, 46 anos, iniciou sua participação política na resistência ao regime militar, atuando no movimento estudantil secundarista e universitário. Foi presidente de grêmio, no colégio Instituto Social da Bahia e diretor de DA e do DCE, enquanto estudante de Direito, na UFBA. Participou das lutas pela anistia, autonomia universitária e pela reconstrução da UNE - União Nacional dos Estudantes, da qual foi diretor em São Paulo, de 1983 a 1984.

Formado em Direito pela Universidade Federal da Bahia, advogou em várias categorias, entre estas, a dos Petroleiros (Sindipetro), Construção Civil (Siticcan, Sinditiccc), Trabalhadores em Limpeza (Sindilimp), Trabalhadores em Telecomunicações (Sintel), Servidores Federais (Sindsef), Petroquímicos (Sindiquímica), Vigilantes (Sindvigilantes), Músicos (Sindmúsicos), Profissionais da Saúde e Pólo Sindical do Cacau.

Fundador do PT, contribuiu para organização do partido em diversos municípios do estado, sendo presidente do Diretório Regional da Bahia, por dois mandatos na década de 90.

Foi assessor jurídico da bancada estadual do PT, da vereadora do PT de Salvador, Geracina Aguiar, e da prefeitura de Jaguaquara, entre 1987 e 1990.

Cadidatou-se, pela primeira vez, em 1990, elegendo-se deputado estadual, com 6.880 votos. Em 1994, foi reeleito para um segundo mandato na condição de deputado de oposição mais votado da Bahia, com 23.171 votos.

Recebeu da imprensa o prêmio de Destaque Parlamentar 93 por sua luta em defesa dos oprimidos e injustiçados na Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa da Bahia, da qual foi reeleito presidente por sete vezes consecutivas.

Escolhido candidato a prefeito de Salvador em uma prévia eleitoral na qual obteve 75% dos votos dos filiados do PT na cidade, concorreu, em 1996, pela maior coligação democrática e popular até hoje formada em Salvador, obtendo 238.838 votos, faltando apenas 1,4% para chegar ao 2º turno.

Em 1998 concorreu à vaga de deputado federal, obtendo 109.654 votos. Sua atuação parlamentar mereceu amplo reconhecimento na fiscalização dos atos dos governos ACM e Paulo Souto, na defesa da Petrobras, universidades, servidores públicos e trabalhadores de diversas categorias. Deputado Federal, assumiu a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara durante o ano de 2002, depois de já ter ocupado, por duas vezes, a 1ª vice-presidência dessa comissão nos anos anteriores.

Na convenção do Partido dos Trabalhadores, realizada em 2000, teve seu nome aprovado por unanimidade para disputar a prefeitura do Salvador. Concorrendo pela Frente Popular 2 de Julho, composta pelo PT, PC do B, PV, PPS, PCB e PSB, obteve 350 mil votos, ficando novamente muito próximo do segundo turno, desta vez, a menos de 3% de diferença do primeiro candidato.

Foi reeleito, em outubro 2002, Deputado Federal, sendo o mais votado da capital baiana. Em 2003, assumiu a liderança da bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara Federal. Atualmente, Nelson Pelegrino é membro titular da Comissão da PEC Paralela da Previdência e deverá ocupar, pelo menos, uma das comissões permanentes da casa.

Foi Reeleito deputado federal, para seu terceiro mandato, em 2006, sendo o segundo mais votado de Salvador. Em 2007, foi presidente da PEC 308, que aprecia a proposta de criação de uma Polícia Penitenciária para atuar em presídios federais e estaduais e também foi relator da PEC 487/2005, Proposta de Emenda Constitucional, que propõe a reestruturação da Defensoria Pública, órgão responsável por oferecer gratuitamente advogados para a defesa dos cidadãos. No mesmo ano, Foi membro da CPI do Apagão Aéreo. Atualmente, é relator da CPI das escutas Telefônicas.